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Filosofia do Karate

O Karatê e a sua filosofia

O que conhecemos por filosofia no Karatê nada mais é do que o costume do povo japonês, a disciplina, a etiqueta, a higiene, a apreciação pela harmonia e estética etc., são costumes japoneses inseridos no Karatê, assim como em outras Artes Marciais, criadas por outras nações e que herdaram os costumes dos seus respectivos povos. Fazemos a reverência e demais procedimentos no estilo japonês, porque foi assim que os mestres nos passaram, esse é o costume enquanto estavam no Japão.Isso é a tradição que caracteriza esta arte e que define qual é a Arte Marcial que praticamos e que tentamos reproduzir no ocidente, mas tudo resume-se em apenas uma coisa: BOA EDUCAÇÃO, porque isso é da cultura dos japoneses, manter sempre a compostura, ser educado, tirar os sapatos para entrar nas casas japonesas, escritórios, clínicas, hospitais, instituições públicas, associações, etc., tudo isso faz parte da sua cultura. A educação, higiene, falar em voz baixa, pedir desculpas mesmo se o outro for culpado, faz parte do dia a dia. Isso é o que, na maioria dos casos, nós inserimos nos treinos nos nossos dojos, mas geralmente esquecemos de o praticar fora deles, porque essa não é a conduta usual, como deveria ser, na nossa sociedade. O Karaté, na sua essência, é uma arte militar (marcial), então deve-se ter uma conduta disciplinar semelhante a militar, mas filosofia estrangeira em excesso pode transformar o praticante em apenas mais um excêntrico imitador de um nativo oriental. Quando se pratica qualquer Arte Marcial, inicialmente, pode-se até não aceitar certas coisas, mas com o tempo os segredos e as perguntas vão se revelando e sendo respondidos à medida em que nos aprofundamos, à medida em que amadurecemos e então essa “filosofia” passa a ser uma coisa natural. O Karaté, antes de qualquer filosofia, é uma forma de lutar, e como arte marcial deve ser usado como uma das chaves que abre uma das portas para várias faces do desenvolvimento humano, mas acho eu que, filosofia de vida, é igual a religião, cada um escolhe e pratica aquilo que o faz sentir-se bem.